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27/07/2010 - 18:45

Crise

Presidente da Guiné Bissau diz que cabe à comunidade internacional mudar de posição

"É um acto soberano de um chefe de Estado, de um Estado soberano. Pode-se criticar nos corredores, dizer que não seria a pessoa indicada, mas está nomeado, está nomeado. Ponto final", enfatizou.

Da Redação, com agências

Kampala - O presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá defendeu, terça-feira(27), que os chefes militares detidos na intervenção militar de 01 de Abril serão levados à Justiça e que o general António Indjai, líder da rebelião, vai continuar a ser chefe das Forças Armadas.

"As pessoas que estão detidas, estão a espera da Justiça, aí não posso fazer nada. Há órgãos competentes da Justiça encarregues de levar a cabo este processo", disse Malam Bacai Sanhá, em declarações à Rádio França Internacional (RFI), por ocasião da cimeira da União Africana (UA), no Uganda.

Sobre a libertação do ex-chefe do Estado Maior, Zamora Induta, exigida, entre outras entidades, pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, o chefe de Estado guineense disse não poder fazer nada antes de uma decisão judicial. Sobre a nomeação de António Indjai, Bacai Sanhá afirmou ser um assunto encerado.

"Aí não há discussão. O António Indjai vai continuar ali. Eu penso que o António Indjai poderá vir a surpreender muita gente em termos de pontualidade na execução do programa da reforma (do sector de Defesa e Segurança) ", considerou o chefe de Estado guineense.

"A nomeação de António Indjai ninguém pode pô-la em causa", disse o presidente da Guiné Bissau. "É um acto soberano de um chefe de Estado, de um Estado soberano. Pode-se criticar nos corredores, dizer que não seria a pessoa indicada, mas está nomeado, está nomeado. Ponto final", enfatizou Malam Bacai Sanhá.

Em relação ao futuro, mesmo com as críticas de países e organizações que apoiam a Guiné-Bissau, o chefe de Estado guineense disse esperar que muitos venham a mudar a sua opinião e voltar atrás com as promessas de cancelamento das ajudas.

"Vamos continuar a contar com os apoios da comunidade internacional. A União Africana já está disponível, a CEDEAO. Eu penso que a União Europeia, os Estados Unidos da América vão acabar por estar de acordo", afirmou o presidente guineense.

Bacai Sanhá, que disse contar com a ajuda de Portugal, de Angola e da Líbia, para mudar as posições de diversas organizações.

"Nós contamos, nesse aspecto. com o apoio que Portugal poderá dar, ou tem estado a dar. Angola, não é de admirar, é um país irmão da Guiné-Bissau. É o caso da Líbia e mais outros países", frisou Bacai Sanhá.

"Estamos muito encorajados, contrariamente àquilo que muita gente pensava que a Guiné-Bissau iria ficar abandonada. Não. As pessoas compreenderam que abandonando a Guiné-Bissau, não estariam a contribuir para o desenvolvimento e bem-estar do povo", afirmou o chefe de Estado guineense.

"A melhor maneira é continuar ao lado das instituições legítimas do povo e apoiá-las para que consigam levar avante o programa que temos", disse o presidente da Guiné Bissau.

2 comentários

  1. abraogomes@gmail.com comentou:

    E quem é que vai responder pelas ameaças de morte feitas ao PM e á população, a insubordinação, a subversão da ordem constitucional. tudo isto e muito mais aconteram no dia 1 de Abril.
    Sr. PGR será que a detenção do antigo CEMFA é legal?

    Comentário publicado em 28.07.2010 às 09:09

  2. carlos silva comentou:

    sobre esse barbaridade do presedente não
    adianta nada porque ele está envolvido na narcotrafico.
    a zamora não esses negocio de narcotrafico é por isso foi detido

    Comentário publicado em 27.07.2010 às 21:00

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