Terça, 21 de Maio, 2013
Portugal

Mais de 700 mil portugueses não conseguem cumprir compromissos financeiros

Mais de 700 mil portugueses não conseguem cumprir os compromissos financeiros assumidos junto aos bancos. Em 12 meses, a inadimplência das empresas aumentou 65 por cento, segundo dados do Banco de Portugal.

Lisboa - Mais de 700 mil portugueses não conseguem cumprir os compromissos financeiros assumidos junto aos bancos, de acordo com dados estatísticos divulgados nesta segunda-feira (6) pelo Banco de Portugal.

No final de Junho, 15,6% dos devedores estava em situação de incumprimento, enquanto em Março a percentagem era de 15,3%.

Segundo os dados do Banco de Portugal, em Junho, 709 mil portugueses estavam com crédito malparado, um aumento de 1,5% face ao número registado no final do primeiro trimestre. Este é o valor mais elevado desde o início da série, em Março de 2009.

A maioria das situações de incumprimento - 649 mil - é relativa a crédito ao consumo, seguido do crédito à habitação, com 150 mil casos, e o crédito concedido a empresário em nome individual, com 128 mil casos.

A situação do malparado no crédito ao consumo atingiu 2.711 milhões (bilhões) de euros em junho, o que corresponde a 9,35 por cento do total de crédito nestas rubricas em junho (28.987 milhões de euros).

Os dados do Banco de Portugal mostram que o crédito de cobrança duvidosa nas empresas chegou a 9.539 milhões (bilhões) de euros em junho, mais 113 milhões (1,2 %) do que em maio.

O crédito malparado das empresas representou, em junho, 8,5 % do 'stock' de crédito concedido às empresas no mesmo mês , o que corresponde a 111.633 milhões de euros, ou seja, menos 1,61 por cento ou 1.828 milhões de euros do que em maio.

Comparando com o mês de junho de 2011, o malparado (inadimplência) nas empresas subiu 65 por cento.

No crédito concedido às famílias, junho foi o segundo mês consecutivo em que o malparado caiu, tendo-se fixado nos 4.834 milhões de euros. Comparando com junho do ano passado, o crédito mal parado concedido as famílias subiu 12 por cento.

O malparado nas famílias correspondia em junho a 3,25 por cento dos 148.521 milhões de euros de créditos concedidos a particulares no final desse mês (menos 1,1 por cento ou 1.648 milhões do que em maio).

Já o crédito à habitação é o segmento que mais contribui para o crédito malparado em termos absolutos, com 2.123 milhões (bilhões) de euros em junho, representando 1,81 por cento do total de empréstimos à habitação (117.242 milhões, menos 750 milhões de euros do que em maio).

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